É, deveras, muito difícial navegar na internet sem que para tal sejamos bombardeados por "sugestões" sem filtros ou limites. Basta pedirmos uma busca num "motor de buscas" e aparece-nos um "chat de inteligência (até me custa dizer isto) artificial" a debitar tudo menos o que queremos. Então se for num telemóvel, é inacreditável: as sugestões são de coisas que o telefone "ouviu" quando achamos que estava meramente "pousadinho ali no canto".
Nós, adultos, temos essa dificuldade mas as crianças, não. Pude verificar quando me foi designado um aluno de um curso profissional para orientação de Formação em Contexto de Trabalho, vulgo estágio profissional. "Mande-me o melhor aluno que tiver", disse. "Traga-me as notas das cadeiras específicas para fazer uma pré-avaliação. Quero que o miúdo se sinta em casa e com entusiasmo". Assim foi. O menino tinha umas notas acima da média, era cortez e assíduo. Ficamos contentes em recebe-lo. Até que a primeira tarefa lhe foi atribuída. "Faz-me um pequeno programa numa linguagem de programação em que te sintas confortável que calcule a média de uma sequência de números. "É para já. Dê-me 5 minutos e já envio por correio electrónico". Passados 10 minutos ainda não tinha recebido nadica de nada. Aguardei mais 10. Foi, então, que me dispuz a inquiri-lo. "Estás com alguma dificuldade no envio? Precisas de ajuda?" ao que me foi respondido " Não consigo ver!Preciso de ajuda ". "Porquê? Não me digas que precisas de óculos e não os trouxestes!". "Não, não!", retorquiu," Não consigo perceber qual é a melhor versão: se a do chatgpt ou a do gemini!"
Inteligência artificial - Os motores da ignorância
Como os chats de inteligência artificial promovem a ignorância